22/06/2020 - Construtora compra fábrica fechada pela Ford no ABC
A Ford anunciou que sua antiga fábrica em São Bernardo do Campo será vendida para a construtora São José, especializada em empreendimentos imobiliários residenciais e comerciais. Segundo a montadora, foi assinado um memorando de intenções e o fechamento do negócio deve acontecer em 90 dias, depois de uma vistoria das instalações, desativadas desde outubro do ano passado, após 65 anos de funcionamento — sendo 13 anos como Willys-Overland e 52 como Ford.
No fechamento, cerca de 1.700 trabalhadores da área de produção do hatch Fiesta e dos caminhões Série F e Cargo foram demitidos, enquanto mil empregados de áreas administrativas foram transferidos.
A nota da Ford não informa valores, mas o mercado estima que o negócio tenha chegado a R$ 500 milhões. Segundo a fabricante, a construtora apresentou a melhor proposta para o terreno de 1 milhão de metros quadrados, e também para a cidade, em um processo que envolveu outros três potenciais compradores do mercado imobiliário.
“Avaliamos uma série de alternativas, e acredito que chegamos à melhor solução entre as opções disponíveis para atender a necessidades da região e gerar empregos. A São José é uma empresa grande e conceituada, com presença nacional, e tenho certeza de que será importante para São Bernardo do Campo”, afirmou na nota Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul.
A São José atua em dez estados brasileiros, em diversos tipos de obras. Procurada, a empresa a não se manifestou oficialmente sobre o negócio. Segundo um executivo da São José, uma parte das instalações da fábrica será mantida para o setor logístico da construtora.
Do Aero-Willys e Corcel
Em setembro do ano passado, ao lado do governador João Doria, em uma cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, o presidente do conselho de administração da Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, anunciou o início de tratativas para a compra da unidade e disse que o negócio deveria sair em até 45 dias. A ideia era montar ali caminhões de origem chinesa, aproveitando as instalações já prontas e o conhecimento dos ex-funcionários da Ford.
A fábrica chinesa de veículos elétricos BYD também cogitou ficar com a unidade. O prazo, entretanto, se esgotou sem que se chegasse a qualquer acordo.
A “fábrica do Taboão”, como era conhecida a unidade, foi inaugurada em 1954 para ser a sede da Willys-Overland do Brasil. De lá saíam os Jeep, Rural, Dauphine, Gordini, Aero-Willys e Itamaraty. Em 1968, a Ford comprou a empresa e passou a fazer ali o Corcel, um projeto herdado da Willys. Vieram ainda Belina, Maverick, Pampa, Del Rey, Escort e o primeiro Ka, entre outros.
A outra longa história que se encerrou com o fechamento da fábrica foi a dos caminhões Ford: os primeiros veículos da marca totalmente produzidos no Brasil, em 1957, foram os F-600, ainda na fábrica do Ipiranga, na capital paulista (a unidade foi desativada em 2000).
Em outubro de 2018, a Ford anunciou que sua nova diretriz mundial era concentrar-se na produção de utilitários esportivos e picapes, abandonando a fabricação de sedãs, hatches e caminhões. O destino da unidade de São Bernardo do Campo estava selado.
Retomada em Camaçari
Outro anúncio da Ford divulgado ontem é que a produção nas fábricas de Camaçari, na Bahia, e de Taubaté, em São Paulo, será retomadas aos poucos a partir de 22 de junho e 1º de julho, respectivamente — as unidades estão fechadas desde 25 de março, por causa da pandemia de Covid-19.
Em Camaçari são fabricados o utilitário Ecosport e os compactos Ka hatch e sedã, últimos automóveis da marca feitos no Brasil, enquanto Taubaté produz motores e transmissões.
Segundo a empresa, nessa retomada gradual serão implementadas medidas como avaliação de saúde, equipamentos de proteção individual e modificações nas instalações, a fim de aumentar o distanciamento entre os funcionários.
Fonte: O Globo
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