27/11/2019 - Venda de imóveis cresce 15% no 3º tri, mas Minha Casa preocupa
O mercado imobiliário brasileiro começa a se recuperar. A melhora no volume de lançamentos e de unidades residenciais vendidas no terceiro trimestre deste ano é indicativo de um ciclo consistente de retomada.
Esse momento favorável pode ser abalado, segundo o setor, pela redução de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) disponíveis para habitação e o corte nos repasses e subsídios do Minha Casa Minha Vida.
O programa ainda responde por mais da metade dos (56,9%) dos lançamentos no terceiro trimestre deste ano.
Os indicadores imobiliários divulgados pela Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) nesta segunda (25) mostram um aumento de 23,9% no volume de lançamentos no país no terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período de 2018.
Nos primeiros nove meses do ano, o número de lançamentos ficou em 82.044 unidades, conforme antecipou o Painel S.A. nesta segunda. Em 2018, entre janeiro e setembro, foram 70.059 lançamentos.
Para o presidente da Cbic, José Carlos Martins, os números demonstram consistência na recuperação do setor, que aposta em resultados ainda melhores no trimestre final deste ano.
O resultado de vendas do terceiro trimestre também é positivo; a alta é de 15,4%. Foram 32.575 unidades residenciais comercializadas, ante 28.218 no mesmo período em 2018.
Ante o trimestre anterior, as vendas caíram 4,9%. Martins diz que a queda é sazonal e já esperada, ocorrendo tradicionalmente nos primeiros e terceiros trimestres de cada ano.
Os números são positivos em São Paulo e nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte e Curitiba, por exemplo. Segundo a Cbic, a recuperação chega mais cedo e de modo mais consistente onde a economia depende menos do estado.
“São Paulo é quem está puxando o mercado imobiliário, mas outras regiões começam a manter os resultados”, afirma o presidente da Cbic.
Os números vão bem, mas o financiamento da habitação popular preocupa. O Minha Casa Minha Vida ainda responde por 56,9% dos lançamentos no terceiro trimestre deste ano. A participação é relevante também em São Paulo, onde representa 44% dos lançamentos e 46% das vendas.
Crítico da liberação de recursos do FGTS para o estímulo ao consumo, o presidente da Cbic diz que a habitação de médio e alta padrão encontrará outros caminhos para o crédito, mas que o financiamento para os mais pobres ainda precisa de soluções.
“Todas as projeções são de otimismo, mas a fonte de financiamento é uma preocupação. Temos certeza de que o mercado de classe média vai embora, vai em frente, mas nos preocupa o orçamento cada vez menor justamente onde se concentra o déficit”, diz.
Na região Sudeste, que concentra o volume de lançamentos e vendas no país, 9.749 unidades lançadas no terceiro trimestre integram o Minha Casa Minha Vida. Nos demais padrões foram 8.880.
Fonte: Folha de SP
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