09/07/2020 - Vendas da MRV sobem 37,4% no 2º trimestre e vão para R$ 1,81 bilhão
Apesar das incertezas provocadas pela pandemia, a construtora MRV, a maior do país em vendas de imóveis residenciais, registrou um recorde no segundo trimestre. Suas vendas líquidas bateram a marca de R$ 1,81 bilhão, 8,4% maior do que o registrado no primeiro trimestre e 37,4% maior do que o registrado no segundo trimestre de 2019.
Entre abril e junho, a companhia vendeu 11.479 unidades pelo país. Os números do período – que estão na prévia operacional divulgadas hoje – foram, segundo a empresa, seu recorde histórico. Rafael Menin, co-presidente da MRV, disse ao Valor que em março, no início da pandemia, havia na empresa uma previsão sombria.
“Nossa expectativa naquele momento era que o nosso mercado fosse ter um tombo gigantesco. Uma queda de vendas de 70% poderia ser algo esperado”, disse ele. A opção, então, foi reforçar as vendas dos imóveis que já estavam prontos e adiar lançamentos.
Enquanto no segundo trimestre de 2019, a MRV lançou 11.083 unidades, no primeiro trimestre de 2020 foram 6.719 e no segundo trimestre, 5.349. Na comparação entre o primeiro semestre de 2019 e o de 2020, os lançamentos caíram de 17,9 mil para 12 mil.
A meta era se concentrar nas vendas. Para isso, a MRV antecipou algumas ferramentas digitais em seu site para tentar fisgar mais clientes e facilitar negócios num momento em que maioria das cidades pelo país estava restringindo a circulação das pessoas. Hoje 70% das venda começa via digital.
“E passado o pico do pânico de todos, a partir de maio a gente começou a perceber uma procura espontânea muito grande dos clientes querendo comprar casa, principalmente que ficariam prontas nos próximos meses”, disse Menin. “Foi um resultado surpreendente, um resultado muito bom.”
O portfólio da MRV é formado principalmente por apartamentos de R$ 130 mil a R$ 300 mil. Cerca de 80% dos negócios se enquadram nos financiamentos do programa federal de habitação Minha Casa, Minha Vida.
O empresário diz que olhando para os últimos números da companhia, a percepção é de que o pior da crise já passou. “Maio foi melhor do abril e junho foi melhor do que maio. Então a gente acha que o segundo semestre vai ser muito bom.”
Fonte: Valor Investe
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